Glossário

O que é revisão humana?

Revisão humana é a checagem que um profissional faz sobre o conteúdo produzido por uma inteligência artificial antes de ele ser usado. Na psicologia, significa ler, corrigir e aprovar o texto que a IA gerou — como uma transcrição ou um resumo — garantindo que só entre no prontuário o que tem sentido clínico e foi decidido pelo profissional.

Revisão humana é o momento em que uma pessoa lê, corrige e aprova o que uma inteligência artificial produziu, antes de esse conteúdo ser usado de fato. É o que separa um rascunho gerado por máquina de um registro confiável: a decisão final passa por alguém que entende do assunto.

Quando uma ferramenta gera uma transcrição automática ou um resumo automático de sessão, o resultado é um ponto de partida — não o registro pronto. A revisão humana é o passo em que o psicólogo confere esse material: verifica se está fiel ao que aconteceu, corta o que não tem função clínica, corrige imprecisões e completa com sua leitura profissional.

É por isso que a revisão humana não é um detalhe opcional. Ela é o que garante que apenas o conteúdo com sentido clínico, decidido pelo profissional, entre no prontuário.

Por que ela é indispensável

Conteúdos gerados por inteligência artificial generativa podem parecer corretos e ainda assim conter erros: nomes trocados, trechos imprecisos ou informações que não foram ditas. Sem a leitura de alguém que conhece o caso, esses erros passariam adiante. A revisão humana funciona como o filtro que evita isso — e também como a linha que preserva a responsabilidade profissional sobre o registro, que nunca é transferida para a máquina.

Como fazer na prática

Um fluxo saudável costuma ter três passos simples: gerar o rascunho com a ferramenta, revisar com atenção comparando com o que se sabe da sessão, e completar com o olhar clínico antes de salvar. Nesse processo, o profissional decide o que fica, o que sai e o que precisa ser reescrito. A tecnologia acelera a parte mecânica; a revisão preserva o que só a pessoa pode fazer.

Exemplo fictício

Uma psicóloga recebe o resumo automático de um atendimento. Ele capturou bem o tema central, mas atribuiu ao paciente uma fala que, na verdade, foi dela. Na revisão, ela percebe o erro, corrige o trecho e ajusta o texto antes de registrar. Sem essa leitura, a imprecisão teria ido para o prontuário.

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